Uma investigação de três dias sobre um caso de homicídio em Tailândia terminou com a prisão de Marcelo Costa de Sousa, de 24 anos, acusado de ter matado a facadas o próprio primo, Rogério de Paiva Pinheiro, na última quinta-feira (03). O homem, que já havia sido identificado como autor do crime pelas autoridades, se entregou no domingo (06), comparecendo à delegacia de Polícia Civil, onde tentou negar a autoria. Quando confrontado com as informações que a polícia já tinha, Marcelo confessou o homicídio e a motivação: ele matou o primo por causa de algumas garrafas de cerveja.

De acordo com o delegado João Bosco, o corpo de um homem até aquele momento sem identificação foi achado por volta das 18h do dia 03 na rua Acapú, esquina com a travessa Breves, as últimas ruas do bairro Bela Vista. A 6ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) foi ao local e isolou a área, e a Polícia Civil chegou logo em seguida. Segundo o delegado, o corpo apresentava várias perfurações provocadas por uma lâmina nas costas, e também na região do pescoço. Não foi encontrado qualquer documento de identificação, e por isso, o corpo foi removido sem que se soubesse quem era a vítima, mas algumas linhas de investigação foram elaboradas ainda no local do crime.

“Como nada foi roubado, a hipótese de latrocínio foi descartada, e a quantidade de facadas mostrava que a intenção do autor era realmente matar a vítima”, disse o delegado João Bosco. Apesar de ter sido achado quase ao lado da casa da família, o corpo só foi identificado como sendo de Rogério no dia seguinte. Os familiares contaram que a vítima havia saído com seu primo, Marcelo, pela manhã, e desde então, o homem não havia mais voltado para casa e Rogério havia sido achado morto.

Indo à casa do suspeito, a Polícia confirmou que ele não estava no local. Os parentes contaram que ele foi até a residência, apanhou roupas e documentos e fugiu, mas antes de desaparecer, confessou o crime para suas tias. As buscas então foram reforçadas, e tanto a CIPM quanto a Polícia Civil seguiam no encalço do suspeito.

Matou por causa de cinco cervejas

Somente no domingo, pela manhã, que Marcelo foi até a delegacia para falar sobre o caso, já que já era de conhecimento popular que ele era o principal suspeito de ter matado o primo. A princípio, ele negou o crime, mas ao perceber que a Polícia tinha várias provas contra ele, não teve alternativa senão confessar o homicídio e dar detalhes de como agiu.

“O motivo segundo ele foi uma dívida de bar. Ele e o primo foram em um bar, onde tomaram cinco cervejas, e Rogério, a vítima, ficou de pagar a conta. Como ele não pagou e ainda foi embora, Marcelo ficou enfurecido, já que teve que empenhorar seu celular no bar, pois também não tinha o dinheiro. Em seguida, Marcelo foi em sua casa, apanhou uma faca, e foi ao encontro do primo na casa da avó”, disse o delegado, com base no relato do preso.

Como havia outras pessoas na casa da avó deles, Marcelo adiou sua vingança, e ainda fingiu que não guardava rancor. Rogério convidou o primo para ir à casa de tio deles para beber mais um pouco, e Rogério aceitou. Eles saíram da residência, mas menos de cem metros depois, Marcelo atacou Rogério com cerca de oito facadas nas costas. O jovem morreu no local, e o assassino, fugiu, deixando o caso para a polícia solucionar.

Além de contar tudo isso para a polícia, Marcelo ainda levou os policiais ao local onde tinha se livrado da arma do crime: uma faca de açougueiro, que foi abandonada perto de onde o corpo foi achado. Ele foi preso em flagrante já que, mesmo três dias depois do crime, as buscas pelo assassino ainda não haviam acabado. Rogério Paiva já foi recambiado para um presídio e segue à disposição da Justiça