A Polícia prendeu na manhã de quarta-feira (7) Lindojhonson Silva Rocha, acusado de matar um casal de extrativistas no município de Nova Ipixuna, sudeste do Pará. De acordo com a Polícia, o acusado estava escondido em uma casa na zona rural de Tucuruí. Lindojhonson chegou a ser condenado a 43 anos de prisão pelos crimes, mas estava foragido desde 2015.

Segundo agentes da Superintendência Regional do Lago de Tucuruí, Lindojhoson estavam em uma vila na zona rural de Tucuruí, distante aproximadamente 70 km da sede do município. Ele se identificava na localidade com nome falso de Raimundo Nonato, ou Nato, como era conhecido e temido pelos moradores da locais.

Ainda de acordo com as investigações, ele estava envolvido em um esquema de tráfico de drogas e pistolagem na região sudeste do Pará.

Entenda o caso

Segundo as investigações, o crime ocorreu em maio de 2011. Antes do crime, o casal de extrativistas vinha sendo ameaçado de morte. Eles eram lideranças populares, que defendiam a atividade agrícola sem destruir o meio ambiente. No entanto, o projeto dos extrativistas ameaçava os interesses de latifundiários da região.

Lindojhonson, apontado como o executor do crime, foi preso no mesmo ano e julgado em 2013. Ele e Alberto Lopes Teixeira, acusado de ser comparsa de Lindojhonson no assassinato, foram condenados a 43 anos de prisão. Já José Rodrigues, apontado pela promotoria como mandante do crime, foi absolvido.

De acordo com a Polícia, Lindojhonson ficou preso por dois anos, até conseguir fugir da Penitenciária Mariano Antunes, em novembro de 2015, em Marabá.