Foto: Pedro Guerreiro/Agência Pará 

O Pará está entre os quatro estados do Brasil que mais investem em saúde. É o que aponta pesquisa feita pelo site G1 a partir do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO). O portal fez levantamento do percentual da Receita Corrente Líquida gasto em Ações e Serviços Públicos em Saúde de todos os estados brasileiros.

Segundo a pesquisa, por lei, cada estado deve aplicar, no mínimo, 12% da RCL em saúde por ano. Vinte deles já destinaram, no primeiro semestre, este percentual. Esse é o caso do Pará, que não só já destinou esse investimento como ultrapassou o percentual, chegando a 16,47%, perdendo somente para o Amazonas, com 20,63%, seguido por Tocantins (17,86%) e Pernambuco (17,2%).

De acordo com dados da Secretaria Administrativa da Sespa, apenas no primeiro semestre de 2020, já foram investidos, ao todo, mais de R$ 1 bilhão na saúde do Estado. Somente para o combate à pandemia, foram destinados cerca de R$ 395 milhões, até o momento. Entre os investimentos estão os hospitais de campanha, equipamentos de proteção individual, como mascaras, luvas, álcool, jalecos, toucas, além de ventiladores mecânicos, monitores, bombas de infusão, tomógrafos, entre outros.

Para o custeio dos 21 hospitais do Estado, foram designados aproximadamente R$ 612 milhões do total. O valor do custeio é repassado para as organizações sociais, que são responsáveis pelo pagamento dos serviços de gerenciamento, compra de medicamentos, salários e manutenção dos espaços.

Para fazer o transporte aéreo de pacientes em todo o Pará, cerca de R$ 22 milhões foram investidos, buscando dar agilidade no atendimento. Outros R$ 24 milhões somaram os investimentos em medicamentos para abastecer toda a rede hospitalar do Estado. 

A diretora técnica da Sespa, Maitê Gadelha, afirma que os investimentos na saúde continuarão no segunda metade de 2020. “A meta para o segundo semestre é continuar fazendo os investimentos necessários não só para o combate ao coronavírus, mas também para atender os pacientes que tiveram suas demandas em saúde reprimidas durante o pico da pandemia”, explicou.

Texto: Laís Menezes/SESPA