Dois assassinatos praticados na semana passada com crueldade chocaram a população de Tomé-Açu, na Região de Integração do Rio Capim, e somente na terça-feira (11) um dos criminosos foi preso, em Belém.

O acusado, José Viana Lopes, de 47 anos, confessou ter matado uma menina de 9 anos, no dia 6 de agosto (quinta-feira), na vila de Barro Alto, zona rural de Tomé-Açu.

Familiares da criança e populares revoltados com o crime, que segundo a polícia teve motivação sexual, invadiram a casa do assassino e, como não o encontraram, mataram um filho dele a tiros e em seguidas o castraram.

O corpo da garota de 9 anos foi encontrado na noite de 6 de agosto, perto de um igarapé para onde ela foi levada pelo criminoso, que é compadre do avô da criança e convivia com a família. Ela tinha marcas de facadas no corpo e o achado mobilizou toda a comunidade.

Logo, descobriram que ela tinha sido levada ao igarapé por José Lopes, que teria a intenção de estuprá-la, porém o ato não chegou a ser consumado. De acordo com o delegado Daniel Castro, responsável pela prisão do criminoso, ele nega que tenha tentado estupra-la, mas tudo indica que ele matou a garota por ter encontrado resistência da parte dela.

O assassino fugiu após o crime. Familiares da crianças e moradores da vila começaram a procura-lo e dois dias depois do crime, no sábado (8), encontraram um filho de José Lopes, que teria 22 anos, e vingaram a morte da criança, fazendo “justiça” com as próprias mãos, matando um inocente.

O rapaz, que nada tinha a ver com o crime, teve o órgão genital cortado pelos algozes, que também podem ser indiciados por homicídio, caso sejam identificados.

Criminoso ia ser solto

O criminoso foi capturado duas vezes pela Polícia Civil, a primeira no Terminal Rodoviário de Belém e a segunda no Terminal Rodoviário de Ananindeua, na tarde de quarta-feira (12). Na primeira prisão, o delegado Daniel Castro disse que na mochila de José Lopes foram encontradas munições de calibre 12, mas na audiência de custódia ele acabou liberado.

Mas, quarenta minutos depois dele ser solto, o delegado recebeu um mandado de prisão preventiva expedido pela justiça de Tomé-Açu e efetuou a segunda prisão do criminoso, já em Ananindeua, onde ele iria pegar uma van para Igarapé-Miri. Agora, ele está à disposição da justiça, enquanto a polícia de Tomé-Açu tenta descobrir quem foram os autores da morte do filho dele.