Nesta terça-feira (4), a operação Amazônia Viva divulgou o balanço da segunda fase de seu trabalho contra crimes ambientais. As ações da operação resultaram na apreensão de quase 3 mil m³ de madeira em toras, mais de 700 m³ de serrada e 37 m³ de estaca, 10 tratores, armas e outros utensílios utilizados no desmatamento ilegal no Pará

A operação é realizada em conjunto com o Centro de Perícias Científicas e fiscais da Secretaria de Meio Ambiente (Semas) e o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio). Esta segunda fase abrangeu sete pontos do estado, em municípios onde foram detectados focos de calor ou clareiras, mapeados por satélite, entre 13 e 31 de julho.

O trabalho dos agentes da operação também resultou na apreensão de cinco caminhões, um reboque, uma caminhonete e uma motocicleta, 35 motosserras, duas placas solares, quatro rádios comunicadores, 11 armas de fogo e 38 munições, 18 acessórios para beneficiamento de madeira, três correntões e dois sopradores.

Resultados da primeira etapa

Na primeira etapa foram apreendidas 17 motosserras, além de nove veículos (entre escavadeiras e caminhões) e 11 armas de fogo. Na mesma ação foram interditados três garimpos ilegais e lavrados 14 flagrantes por crimes ambientais. A soma das áreas desmatadas e embargadas atingiu 316 km².

A operação também realizou quatro flagrantes e 23 Termos Circunstanciais de Ocorrências (TCOs), que provocaram a prisão de seis pessoas e oito Inquéritos Policiais (IPLs). A equipe ainda atuou em 10 combates a queimadas e incêndios e 22 perícias, inutilizou ou destruiu 10 acampamentos, sete tratores, três bases de serrarias móveis e outra serraria, um motor de lavra garimpeira e 616 m³ de madeira.